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Nasce na então cidade de Lourenço Marques em 1924.
Em 1941, entrou como aprendiz para o laboratório de fotografia do caçador de elefantes e fotógrafo profissional, Otílio Vasconcelos. Em meados dos anos 40 mudou-se para o laboratório do estúdio fotográfico " Focus ", onde começou a ganhar fama como impressor a preto e branco. Trabalhou para o diário bilingue " Lourenço Marques Guardian " e posteriormente para o jornal "Notícias". Em 1952 integrou a equipa do jornal " Notícias da Tarde ".
De 1960 a 1964, foi fotógrafo chefe do recém fundado " A Tribuna ", e em meados dos anos 60 trabalhou como fotógrafo na Beira para os jornais " Diário de Moçambique" e "Voz Africana", e posteriormente para o " Notícias da Beira ". Muitas das suas fotografias da época foram banidas ou destruídas pela censura colonial e muitas perderam-se.
Em 1970 e juntamente com um grupo de jornalistas fundaram a revista "Tempo", a primeira revista a cores do país. Em 1977, após o êxodo da maioria dos fotógrafos da imprensa nacional, Ricardo Rangel foi noemado fotógrafo chefe do jornal "Notícias" e foi-lhe confiada a direcção e formação de uma nova geração de foto-jornalistas.
Em 1978, foi um dos fundadores do Sindicato Nacional dos Jornalistas - SNJ e em 1981 foi nomeado director do semanário "Domingo". Também em 1981 foi um dos fundadores da Associação Moçambicana de Fotografia - AMF. Em 1983, foi nomeado para fundar e dirigir o Centro de Formação Fotográfica - CFF, onde continua a trabalhar como director.
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