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| Dados sobre a Malária |
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| Factos e números A Malária é a principal causadora da mortalidade infantil em Moçambique, responsável por cerca de 35% de todas as mortes entre as crianças com idade inferior aos cinco anos de idade. Isto significa que cerca de 45,000 crianças deste grupo morrem por ano ou seja 125 morrem por dia devido à malária em Moçambique. A grande prevalência da malária é a razão principal pela qual Moçambique ainda possui uma das mais elevadas taxas de mortalidade infantil no Mundo. A malária é endémica em todo Moçambique. O clima favorece a transmissão durante todo o ano, com incidência após a estação chuvosa. Mais de 40% da consultas externas, e 60% dos internamentos na pediatria e cerca de 30% das mortes nos hospitais são causadas pela malária. Nalgumas áreas, 90 por cento de crianças menores de cinco anos estão infectadas com parasitas da Malária. Mesmo nos casos em que a Malária não mata, pode fazer com que uma criança infectada esteja suficientemente doente para se ausentar da escola. Muitas crianças que sobrevivem a sérios episódios de Malária podem ter problemas de desenvolvimento no futuro. A malária durante a gravidez pode resultar numa grande variedade de conseqüências adversas tanto para a mulher grávida, como para o futuro filho. Pode provocar abortos, malária congênita entre outras conseqüências. Pode causar anemia severa, que se pensa ser um factor contribuinte de pelo menos 30 por cento de casos de mortalidade materna. Moçambique tem uma das mais altas taxas de mortalidade materna em todo o Mundo, com 408 mulheres a morrer devido à complicações da gravidez em 100.000 nados vivos. Além de contribuir para que a mãe fique doente, a infecção devido à Malária durante a gravidez conduz ao baixo peso da criança à nascença, um dos factores mais importantes para determinar o futuro de sobrevivência e desenvolvimento da criança. Uma questão importante é o facto de que a prevalência e intensidade da malária é mais elevada nas mulheres grávidas infectadas pelo HIV O uso de redes mosquiteiras tratadas com insecticida previne a picada e mata o mosquito. Por isso, pode reduzir-se consideravelmente os óbitos devido à Malária. Estudos demonstraram que a utilização massiva de redes mosquiteiras tratadas com insecticida pode reduzir a mortalidade infantil em 20 por cento. Porém, a maior parte das crianças em Moçambique ainda não dormem debaixo de uma rede tratada com insecticida. De acordo com o Inquérito Demográfico sobre a Saúde de 2003, apenas cerca de 10% de crianças com idade inferior aos cinco anos usa redes mosquiteiras, com uma grande disparidade que variam de 3% na província de Sofala a 15% na cidade de Maputo, Províncias da Zambézia e Gaza. Reconhecendo o grande perigo que a malária representa para a mulher grávida, Moçambique encontra-se entre os 19 países que já aprovaram políticas para proporcionar o tratamento preventivo intermitente durante a gravidez. Em geral, a malária mata mais de um milhão de pessoas por ano, sendo a maior parte crianças com menos de cinco anos. De toda a população mundial, 40% vive em zonas de risco da malária, mas a maior parte dos casos (90%) ocorrem na África, ao Sul do Sahara |
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